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Entrevistas
Escrito por Lorenna Oliveira   
Qui, 28 de fevereiro de 2008 21:35
A assistente social e coordenadora de doadores do hemocentro Marina Tosta de Almeida, de 27 anos, participou efetivamente da campanha de doação de medula realizada no dia 27 de fevereiro de 2008, sediada na área IV da Universidade Católica de Goiás. Em uma entrevista exclusiva ao www.doemedula.com, Marina falou durante o evento, sobre esta e outras campanhas, sobre o cadastro e a coleta de sangue dos doadores de medula e esclareceu em relação aos procedimentos que o doador compatível poderá ser submetido para a doação de medula óssea.

 

 

DOEMEDULA: De quem foi a iniciativa desta campanha?
MARINA: A iniciativa da campanha surgiu a partir da própria família do paciente Rhanyer, em parceria com o hemocentro e o laboratório HLAG.

 

DOEMEDULA: Qual é a expectativa quanto ao número de cadastros realizados na campanha de hoje?
MARINA: Com certeza a melhor das expectativas. A gente estava esperando cerca ou até mais de 3 mil cadastros. Eu não tenho o número exato ainda, mas espero que supere este número.

 

DOEMEDULA: Há previsão para uma próxima campanha? Onde e quando será realizada?
MARINA: Já têm algumas campanhas agendadas, inclusive amanha dia 28 de fevereiro, o hemocentro junto com o HLAG e a família do Rhanyer, vamos estar em Anápolis - GO na UEG (Universidade Estadual de Goiás). Vamos estar também na primeira semana do mês de março em Morrinhos - GO. E outros eventos virão também.

 

DOEMEDULA: Quantos funcionários do Hemocentro estão trabalhando na campanha de hoje?
MARINA: Do Hemocentro há uma equipe de cerca de 6 pessoas e contamos também com vários voluntários.

 

DOEMEDULA: Como foi a divulgação da campanha?
MARINA: A divulgação começou antes do evento, lógico, para que as pessoas tomassem conhecimento, principalmente na Universidade Católica. Então a própria família do Rhanyer fez as divulgações nas salas de aula, explicando para as pessoas os procedimentos para não haver nenhum tipo de dúvidas ou até mesmo aqueles mitos que a gente já sabe que existem sobre a doação de medula óssea, já para que isso fosse esclarecido antes do procedimento.

 

DOEMEDULA: Como é realizada a coleta?
MARINA: Inicialmente o candidato tem que ter entre 18 e 55 anos, ele irá fazer um cadastro simples com os dados pessoais e coletar 5 ml de sangue. Esses dados irão para uma rede nacional de doadores. Se encontrarmos alguém compatível, o doador será chamado, e antes de tudo ele passa por uma série de exames. Se ele ou ela estiver apto, irá ser encaminhado para a doação.

 

DOEMEDULA: Por que é preciso fazer esses exames?
MARINA: Os exames são para verificar doenças infecto-contagiosas. Ou seja, quem não pode doar medula? Quem tem hepatite B e C, HIV positivo, chagas, sífilis ou outras doenças infecto-contagiosas.

 

DOEMEDULA: Qual é o procedimento caso o doador seja compatível?
MARINA: Caso o doador seja compatível, existem atualmente dois procedimentos. Um que coleta diretamente na bacia, que é uma punção direta na região, onde se coleta menos de 10% desse líquido, porque a medula óssea é o nosso tecido líquido que fica dentro dos ossos. Esse procedimento é feito com anestesia local e precisa apenas de 24 horas de observação. Existe um outro procedimento também, no qual a coleta de células da medula é feita pela corrente sanguínea, esse processo se chama aférese. (O doador recebe um medicamento durante 5 dias, que estimula a proliferação das células-mãe, estas migram para as veias). Este já não utiliza anestesia e não precisa de pós-operatório, porém é um procedimento mais demorado. Enquanto puncionar direto na bacia dura cerca de 40 minutos, este chamado aférese pode levar em média 4 horas.