| Professor é compatível e faz doação de medula em abril |
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| Reportagens | ||||
| Escrito por Lorenna Oliveira | ||||
| Qua, 23 de abril de 2008 08:03 | ||||
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Rudolf, que conheceu o REDOME em uma campanha em 2006, descobriu ser compatível e fez doação no dia 9 de abril no Rio de Janeiro
Mesmo eu não sabendo para quem foi feita a doação da minha medula, eu tive a grande felicidade em saber que pude ajudar alguém que está passando por um problema de saúde como o meu amigo Rhanyer que ainda está em busca de um doador de medula, por isso estou aqui junto a equipe do DoeMedula para dar o meu depoimento e mostrar para todos vocês como e simples fazer a doação e quem sabe até salvar um vida.
Tudo começou no dia 16 de dezembro de 2006, quando voluntários de minha cidade, Rancharia, resolveram fretar alguns ônibus para fazer o cadastramento de doadores de medula óssea em Presidente Prudente, na campanha de uma criança chamada Maria Eduarda. É assim que começa o depoimento feito por Rudolf Albert Gradiski, um professor de 23 anos, que no dia 9 de abril deste ano fez a doação de sua medula óssea. A menina a que Rudolf se refere é Maria Eduarda Hofig Barros Maia, a pequena Madu, que faleceu em 27 de março de 2007. A menina tinha apenas dois anos e sofria de leucemia mielóide. Ela chegou a fazer dois transplantes de células-tronco de cordão umbilical, mas com o tratamento de quimioterapia, que causa baixa imunidade, acabou não resistindo. As campanhas continuaram e do trabalho voluntário nasceu a MADU-MEDULA, para ajudar quem precisa. Das campanhas desencadeadas em Presidente Prudente e região por causa de Madu, foram descobertas oito pessoas compatíveis. "Ela foi um instrumento da graça de Deus para que mais e mais campanhas fossem feitas em nossa região, encontrando até o momento oito possíveis doadores, sendo que dois já fizeram a doação e um deles sou eu", afirma Rudolf. O professor soube que poderia ser compatível em novembro de 2007, quase um ano depois do cadastro no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Ele recebeu uma ligaçao telefônica de uma assistente do Registro dizendo que poderia ser um possível doador. Após duas semanas Rudolf fez uma coleta de alguns ml de sangue, em um laboratório de Rancharia, que foram enviados para que novos exames fossem feitos. Segundo Rudolf, no dia 12 de fevereiro, a resposta chegou: Mirian, psicóloga do REDOME informou ao professor que ele era 100% compatível. "Esse telefonema foi o melhor presente de formatura que poderia receber", diz Rudolf, que se formou em matemática dois dias após a notícia. Novos exames foram feitos em março para que pudesse ser contatado algum tipo de problema que a doação poderia afetar à saúde de Rudolf. Após os resultados, foi resolvido que o transplante seria feito no Rio de Janeiro no dia 09 de abril. Rudolf afirma não ter conhecimento de nenhuma informação sobre a pessoa que irá receber o transplante de medula. Mas diz estar muito feliz e demonstra sua afirmação á Deus diante da doação. “A cada dia mais percebo que Deus esta me usando como seu instrumento. Afinal só Deus pode salvar uma vida, e se com isso eu salvei uma vida, então foi Deus que me conduziu para isso”, afirma ele. Rudolf deixa uma mensagem para as pessoas que ainda não são doadores de medula óssea: “Não tenham medo, pois é muito simples, a dor é mínima e a gratificação interior é muito maior que qualquer coisa que já tenha experimentado”. O transplanteNo dia 3 de abril Rudolf e sua irmã, que foi como acompanhante, viajaram para o Rio de Janeiro. Foram ao INCA (Instituto Nacional do Câncer) onde está instalado o CEMO (Centro de Medula Óssea). “A médica responsável pelo CEMO tirou todas as minhas últimas dúvidas, e disse que no meu caso eu poderia escolher qualquer uma das duas formas de retirada e acabaram escolhendo por punção.”, esclarece Rudolf sobre a escolha do método de retirada da medula diretamente da bacia. Rudolf e sua irmã ficaram em um hotel conveniado com o hospital até a manhã do dia 9 quando foi feito a retirada da medula. Dias antes, Rudolf precisou coletar uma bolsa de sangue, fazer um eletrocardiograma e um raio-x do pulmão. Durante o período em que ficou no hotel, Rudolf conheceu pacientes e doadores. No dia do transplante, o professor voltou ao hospital. “Entrei na sala de cirurgia, os médicos conversaram comigo, agradeceram pelo ato de solidariedade. A enfermeira colocou o soro, pediram para que me virasse de lado, para ser aplicado a anestesia... quando a anestesia chegou até a altura correta, começaram o processo para a retirada da medula, como eu estava de bruços não vi nada”, explica Rudolf. Segundo Rudolf, foi retirado aproximadamente 1 litro de sua medula. No dia 10 ele teve alta no hospital e logo saiu para pegar o vôo de volta. De acordo com o professor a dor que sentiu depois do transplante foi mínima. “Só sentia uma dor como se eu tivesse levado um tombo de bunda, nada que quando criança não tivesse acontecido”, diz. Depoimento de Rudolf
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