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Escrito por Lorenna Oliveira e Rafaella Aires O evento realizado em 27 de fevereiro de 2008, sediado pela Universidade Católica de Goiás coletou amostras de sangue de 1.537 mil doadores. Funcionários do Hemocentro Coordenador de Goiânia, enfermeiros e auxiliares, e dezenas de voluntários participaram da campanha.
A Campanha “Doe medula. Salve vidas” realizada nesta quarta feira, dia 27 de fevereiro de 2008, na Universidade Católica de Goiás, das 7 ás 18 horas, conseguiu cadastrar 1.537 mil candidatos à doação de medula óssea. O evento foi realizado na área IV da UCG, próximo ao Hospital Araújo Jorge, no Bloco L, onde são ministrados alguns dos cursos ligados a área da saúde. O intuito do evento era cadastrar o maior número possível de doadores. Para isso contou com uma equipe de cerca de 6 funcionários do Hemocentro, enfermeiros e auxiliares, e dezenas de voluntários, que ajudaram na divulgação, no preenchimento de cadastros, esclarecimentos de dúvidas, distribuição dos tubos de coleta e na retirada de sangue dos doadores.
De acordo com a assistente social e coordenadora de doadores do Hemocentro, Marina Tosta de Almeida, a divulgação da campanha foi feita nas salas de aula da própria universidade pela família do paciente Rhanyer Paullo. A divulgação do evento foi realizada “para que as pessoas tomassem conhecimento principalmente na Universidade Católica... explicando para as pessoas os procedimentos para não haver nenhum tipo de dúvida ou até mesmo aqueles mitos que a gente sabe que existem sobre a medula óssea”, afirma a coordenadora de doadores do Hemocentro. Os mitos à que se refere Marina de Almeida são em relação aos receios que algumas pessoas ainda têm quanto à doação de medula. O Hemocentro de Goiás Explica que os riscos para o doador são mínimos, e que não há possibilidades desse doador ficar paralítico. Isso porque a medula espinhal fica no interior da coluna vertebral (esta que caso seja lesionada pode levar à paralisia), não tem nada a ver com a medula óssea, que é o tecido líquido que fica dentro dos ossos. Além de que a medula se regenera rapidamente. Os doadores da campanha tiveram que preencher um cadastro com dados pessoais e coletaram 5 ml de sangue. “Essa amostra é enviada para um laboratório de histocompatibilidade, que faz um exame e envia o resultado e os dados do doador para o REDOME, no Ministério de Saúde do Rio de Janeiro, onde fica centralizada a informação obtida no Brasil inteiro”, explica a hematologista Dra. Carmen Vergueiro em entrevista ao médico cancerologista e escritor Dr. Dráuzio Varella, publicada no site drauziovarella.ig.com.br. O REDOME é o Registro de Doadores de Medula Óssea. Sempre que preciso o REDOME é consultado para verificação de algum doador compatível com o paciente. A maioria dos doadores foram alunos ou pessoas próximas destes, além de pessoas ligadas diretamente à universidade. A estudante de Engenharia Civil da UCG Suelâine dos Santos, de 20 anos, foi um dos doadores atingidos pela divulgação feita dentro da universidade. Apesar de não ter proximidade com a leucemia, a estudante sabe bem o porquê da doação: “Para salvar vidas.”
Entre as dezenas de voluntários estava a psicóloga organizacional Maria Clara de Toledo Marinho, de 25 anos. A psicóloga assim com a estudante de Engenharia, não convive com a doença, mas ressalva a importância de ser voluntária na campanha e também doadora: “Por amor ao ser humano, acima de tudo.” Segundo a coordenadora Marina Tosta de Almeida, para ser doador basta ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde, e não ter ou já ter tido doenças infecto-contagiosas, como por exemplo Hepatite B e C, entre outras. Daí vem a explicação para os novos exames aos que o candidato à doação de medula óssea precisa fazer caso seja compatível com alguém. Depois do resultado desses testes, e comprovação de que o doador esta apto a fazer a doação de medula, o candidato pode optar por um entre os dois procedimentos atualmente existentes para a retirada de medula. Vale ressaltar que esta escolha não é feita na hora do cadastro ou da coleta de sangue, e sim quando depois que os exames comprovarem a compatibilidade. Os dois processos de remoção da medula são: punção direta da medula óssea e punção da veia, chamado aférese. De acordo com Marina Tosta de Almeida, o primeiro procedimento trata-se de uma coleta direta na bacia, onde se tira menos de 10% do líquido que fica dentro do osso – a medula óssea. “Este procedimento é feito com anestesia e precisa apenas de 24 horas de observação do doador”, esclarece a também assistente social. O segundo processo é uma coleta pela corrente sanguínea. De acordo com o Hemocentro de Goiás o doador recebe uma medicamento por 5 dias, assim as células da medula migram para as veias. “Este já não utiliza anestesia, não precisa de pós-operatório, porém é um procedimento mais demorado. Enquanto puncionar direto na bacia dura cerca de 40 minutos, este pode levar até 4 horas”, explica Marina. Reportagem em áudio
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